A importância da Inovação tecnológica na construção

A inovação tecnológica é fundamental em todos os sectores de actividade e também no sector da construção. É do conhecimento comum que o sector da construção representa para o PIB nacional cerca de 4,5% . O imobiliário contribui para o PIB nacional 12,6 % (dados de 2019, Fonte Pordata).

Porém quem trabalha nestes dois sectores (imobiliário e construção)  sabe que, apesar de sua importância para a economia nacional, o sector da construção continua atrasadíssimo quando o assunto é adopção de novas tecnologias.

Efectivamente, de acordo com a consultora McKinsey nos Estados unidos, a construção civil é o segundo pior sector em relação à digitalização e inovação. Perde apenas para a agricultura e caça.

O sector está atrasado quer ao nível da formação dos trabalhadores quer dos equipamentos usados. E está obsoleta também no que concerne aos equipamentos e recursos variados. No entanto, existe no mercado tecnologia capaz de mudar este quadro e criar disrupção no sector.

Como tal, é necessário criar construtechs (startups da construção) para desenvolver soluções tecnológicas para  as diferentes fases da cadeia de valor na construção civil. Seja na fase de planeamento, desenvolvimento do projeto e até mesmo na gestão do imóvel ou da sua comercialização deverá haver lugar à inovação.

Inovação não apenas ao nível da tecnologia de produção mas também ao nível da formação técnica dos profissionais.

De facto, o sector é conhecido como tradicional, no entanto é necessário que ele evolua. Tem de evoluir para ir ao encontro das expectativas dos compradores actuais. Os promotores imobiliários vêm-se a braços com custos de construção cada vez maiores. A tecnologia deve contribuir também para a redução destes custos. Mas não só: tornar os imóveis do futuro ecofriendly e que o sector da construção cause o menor impacto possível ao nosso planeta deve ser o foco da tecnologia.

 

Marketing Invest 2020 – Impacto das alterações climáticas nas PME’S

Teve lugar no passado dia 5 de março, no auditório do Instituto Piaget, o Marketing Invest, um evento anual que pretende responder aos problemas da atualidade que são colocados todos os dias aos gestores das PME’s.

Isabel Dias Rodrigues, CEO Metathesis, uma das empresas que fazem parte da organização deste evento
Isabel Dias Rodrigues, CEO Metathesis, uma das empresas que fazem parte da organização deste evento

A problemática debatida este ano pela organização, da qual a Metathesis orgulhosamente faz parte, foi o Impacto das alterações Climáticas nas Empresas, na perspetiva de um painel de oradores que contou com especialistas de diversas áreas, desde a gestão à física.

O Instituto Piaget foi, mais um ano, palco de um evento que voltou a encher
O Instituto Piaget foi, mais um ano, palco de um evento que voltou a encher

Se perdeu a sessão deste ano, contamos consigo em 2021, num evento que cresce, e promete superar sempre as expetativas de gestores e colaboradores de PME’S.

Quadro de Palestrantes:

  • Equipa Marketing Invest
  • João Geraldes – Coordenador da Licenciatura de Gestão do Piaget
  • Mário J. Pinheiro – Departamento de Física do Instituto Superior Técnico
  • Teresa Dias – AIP/EEN
  • Jacqueline Silva – Faculdade de Ciências e Tecnologia – UNL
  • José Rui Gomes – Universidade do Minho
  • Liliana Louro – ex. Bureau Veritas

Saiba mais em
https://marketinginvest.pt/impacto-das-alteracoes-climaticas-nas-empresas-em-2020/

Gestos de sustentabilidade

e o contributo da Metathesis nesta causa

O combate às alterações climáticas começa com pequenos gestos de sustentabilidade

A sustentabilidade está na ordem do dia e ainda bem. Dos Baby Boomers à Geração Z todos aceitam que temos de reduzir o impacto que cada um de nós causa ao planeta.

Hoje é mais ou menos unânime a necessidade de todos os seres humanos, famílias e entidades, sejam elas um organismo público ou uma privado, minimizarem os danos causados pela sua passagem neste nosso planeta azul. De fato, se continuarmos a consumir como consumimos, gastar como gastamos e desperdiçar como desperdiçamos, precisaremos de vários planetas iguais ao nosso para produzir os bens do nosso consumo. A única saída é então a sustentabilidade das nossas ações.

Muitas são as organizações e entidades, que influenciadas pelos os Objetivos de Sustentabilidade propostos pela ONU, têm vindo a mudar muitas práticas.

Ainda assim, a Metathesis, como pequena empresa que é, podia cair na tentação de, dizer que o nosso impacto é tão reduzido que nada seria necessário fazer, e deixar esse ónus para as grandes instituições Multinacionais.

Ao invés, assumimos uma cota parte da responsabilidade e decidimos mudar o que é possível mudar. Fazemos assim jus aos nossos valores.

Como pequenos detalhes tornam a Metathesis mais sustentável

Na nossa consciência ambiental, orgulhamo-nos de trazer para o centro da cidade jovens casais. Estes vão deslocar-se de transportes públicos, maioritariamente, uma vez que os nossos imóveis se encontram em zonas urbanas consolidadas centrais. Ao reabilitar imóveis degradados temos consciência do impacto que causamos por via dos entulhos. Todavia estes resíduos são valorizados já que são recolhidos por entidades credenciadas para o fazer. Simultâneamente temos protocolos de colaboração com ONG’s para recolha dos monos. Posteriormente estes são entregues a quem os possa aproveitar.

Por outro lado o papel usado é entregue a uma instituição de caridade, que a entrega a um organismo que faz a sua reciclagem. Esses fundos são revertidos para causas sociais.

No nosso escritório separa-se o lixo e não se usam garrafas de plástico nem nas reuniões.

Evitamos imprimir o que não é absolutamente necessário e todo o mobiliário do nosso escritório é usado e recuperado.

Ainda que sejam pequenos gestos, de fato, é contudo o início de nossa caminhada.

 

 

Reabilitar ou Renovar

Nos últimos anos, têm sido inúmeros os projectos de reabilitação imobiliária que têm aparecido de forma generalizada de norte a sul do país em especial no centro das cidades.

Esses projectos de reabilitação são, na sua grande maioria de louvar. Diz-se “na sua grande maioria” porque, infelizmente, um sem número de proprietários, quer sejam privados quer sejam empresas, levam muitas vezes a cargo supostas operações de “reabilitação” quando, na realidade, o que fazem é apenas uma lavagem de cara do imóvel deixando o mesmo com um aspecto exterior muito bonito quando, verdadeiramente, as patologias se mantêm e, na realidade, o edifício pode não oferecer condições de segurança para os seus futuros moradores porque, estruturalmente, ele pode não ter sido alvo de qualquer intervenção e as operações de verdadeira reabilitação não terem sido feitas.

Um exemplo dessa infeliz realidade é o uso frequente de materiais e equipamentos com especificações, peso e dimensão incompatíveis com a estrutura já débil do edifício o que pode tornar esse imóvel uma verdadeira bomba relógio.

Efectivamente, falar de reabilitação de forma séria é fazer uma análise sistematizada, estrutural e profunda ao edifício e ponderar entre a reabilitação ou uma operação de renovação imobiliária que deve passar, no caso desse edifício não oferecer condições de segurança, pela sua demolição e nova construção.

Gerir o imobiliário de uma cidade, com dignidade, nem sempre passa pela reabilitação.  Com a pressão imobiliária dos anos 80, as cidades sofreram grandes alterações e muitas das operações imobiliárias foram verdadeiros atentados à cidade.

Reabilitar esses edifícios pode ser mais prejudicial à cidade do que aproveitar a chegada ao termo de vida útil desses imóveis para proceder à sua demolição e dar lugar a edifícios mais sustentáveis quer do ponto de vista dos materiais utilizados quer do ponto de vista da gestão das energias.

Renovar a cidade é pensar nas pessoas.

Gerir o espaço da cidade é criar condições para receber de forma digna as famílias.

Assim, não devemos optar de forma cega e a todo o custo pela reabilitação mas fazer um verdadeiro exercício de ponderação entre a reabilitação ou a renovação.

Reabilitar ou renovar não devem ser inimigas mas sim andar de mãos dadas como duas irmãs que caminham lado a lado em prole de um objectivo comum: receber no regaço da cidade famílias que trabalhem na cidade, passeiem na cidade, façam compras na cidade, se divirtam na cidade e possam regressar ao final do dia às suas habitações seguras, eficientes e confortáveis.

Na Metathesis, pondera-se cada projecto no sentido de ser feita uma correcta avaliação e opção entre a reabilitação do edifício ou, pelo contrário, proceder a uma operação de renovação imobiliária porque acredita-se que seja essa a obrigação de um promotor imobiliário com responsabilidade social.

A Metathesis está a recrutar

Estamos à procura de um/a recém-licenciado/a de Engº Civil para um estágio remunerado com possibilidade de posteriormente ser integrado nos quadros da empresa.

Competências:

Licenciatura;

Conhecimentos informáticos de Excel, Word e Powerpoint, Autocad, edição de imagem e vídeo e 3D;

A oferta é feita em conjunto com o IEFP de Almada (Setúbal);

Local de trabalho: Almada;

Data de integração no estágio: Início prevê-se até Março de 2020 (ou a negociar);

Período de estágio: 9 meses;

Horário de Trabalho: Das 09:00H às 18:00H com período de almoço das 13:00H às 14:00H;

Remuneração compatível com grau académico: Nível 6 ou 7;

 Envio de candidaturas para o e-mail: recrutamento@metathesis.pt

Telefone: 212 841 953